Tangará da Serra mantém ecoponto para pneus
Tangará da Serra, uma cidade situada no Mato Grosso, possui um ecoponto exclusivo para o descarte de pneus. O objetivo dessa iniciativa é evitar o acúmulo de lixo e a formação de água parada, que podem favorecer a proliferação do mosquito da dengue. O ecoponto está localizado na Avenida Brasil, próximo ao Anel Viário André Maggi, sendo o último barracão à direita no Jardim Esmeralda. O atendimento ao público ocorre de segunda a sexta-feira, das 7h às 17h, sem interrupções, e permite que os moradores descartem pneus de bicicleta, moto e carro, sem limites de quantidade.
O coordenador de Resíduos Sólidos da cidade, Gabriel Oliveira, explica que esse serviço faz parte de um programa de logística reversa, coordenado pela Associação Nacional das Indústrias de Pneumáticos (ANIP). A ANIP é responsável por coletar os pneus e assegurar que sejam destinados de maneira ambientalmente correta, seguindo as diretrizes do Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama).
Após serem recolhidos no ecoponto, os pneus são levados a empresas especializadas, onde passam por um processo de separação da borracha, ferro e arame, através de trituração. O ferro gerado é reciclado, enquanto a borracha pode ser transformada em novos pneus, utilizada na fabricação de pisos industriais, misturada ao asfalto ou até mesmo queimada como combustível em fornos de cimenteiras, sob rigorosos controles ambientais.
Gabriel também ressalta a importância do descarte responsável, alertando que, apesar da estrutura disponível, ainda há registros de descarte irregular, com pneus sendo deixados fora do horário de funcionamento do ecoponto. Isso gera acúmulo na entrada do local e dificulta a operação dos funcionários, que apenas orientam os usuários. Ele destaca que cada pessoa deve descartar seus próprios pneus, já que os colaboradores não têm condições de carregar materiais deixados de forma inadequada.
Além de ocuparem espaço, pneus descartados de forma irresponsável podem levar até 600 anos para se decompor. Portanto, o descarte correto é fundamental não apenas para a saúde pública, mas também para a preservação ambiental em Tangará da Serra.