O Superior Tribunal de Justiça (STJ) decidiu, nesta terça-feira (14), abrir um processo disciplinar contra o ministro Marco Buzzi, alvo de denúncias de importunação sexual. O magistrado nega as acusações.
O plenário da corte analisou o relatório de uma sindicância interna que concluiu pela gravidade dos fatos imputados ao ministro. O documento também recomenda a manutenção do afastamento de Buzzi até o encerramento total do caso.
Em nota, a defesa do ministro afirmou que recebeu a decisão com “serenidade”. Eles disseram que, a partir de agora, terão as condições necessárias para demonstrar que todas as acusações são infundadas e desacompanhadas de provas mínimas, devendo ser refutadas ao final do processo.
Além da sindicância no STJ, o ministro também é alvo de uma apuração na própria corte e de um inquérito no Supremo Tribunal Federal, aberto nesta terça pelo ministro Nunes Marques.
A defesa do magistrado tem dito, em manifestações enviadas à imprensa, que Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio ao longo de sua trajetória. Eles sustentam que as alegações apresentadas contra o ministro carecem de provas concretas.
O caso segue sob acompanhamento interno e externo, com os trâmites legais previstos para situações dessa natureza. A abertura do processo disciplinar marca uma etapa formal na apuração das denúncias, que mobilizam atenção sobre a conduta de membros do Poder Judiciário.
O desfecho das investigações dependerá da produção de provas e da análise das instâncias competentes. Enquanto isso, a medida cautelar de afastamento do ministro de suas funções permanece em vigor, conforme determinado anteriormente.
