A Coreia do Sul e os Estados Unidos vão realizar exercícios militares conjuntos de 17 a 27 de agosto. As manobras incluem treinamentos para combater drones, interferência no GPS e ataques cibernéticos. O objetivo é se adaptar às capacidades em constante evolução da Coreia do Norte, conforme informaram autoridades nesta segunda-feira (10).
O exercício anual UFS (Ulchi Freedom Shield) vai testar operações e apoiar os exercícios de prontidão para emergências do governo sul-coreano, disseram os aliados em um comunicado conjunto. O coronel Ryan Donald, diretor de relações públicas do Comando das Forças Combinadas, do Comando das Nações Unidas e das Forças dos EUA na Coreia, afirmou que o exercício refletiu a natureza mutável da guerra, incluindo o uso crescente de sistemas não tripulados, guerra eletrônica e operações cibernéticas.
Donald mencionou que soldados da RPDC foram mobilizados e lutaram na Ucrânia, levando as lições aprendidas de volta para a Coreia do Norte. “Isso altera a capacidade da RPDC, e nosso treinamento leva em conta essa ameaça”, disse ele. Os exercícios se concentraram estritamente nas ameaças à Península Coreana e na defesa da Coreia do Sul, acrescentou.
Cerca de 18 mil soldados sul-coreanos vão participar, em uma escala semelhante à dos anos anteriores, disse o capitão Jang Doyoung, do Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul. Embora os aliados afirmem que os exercícios são de natureza defensiva, Pyongyang costuma denunciar as manobras como uma provocação que agrava as tensões.
A Coreia do Norte, que na semana passada lançou um míssil balístico de curto alcance em direção ao mar, continua desenvolvendo armas nucleares, mísseis balísticos e de cruzeiro, artilharia e outros sistemas convencionais, desafiando as sanções do Conselho de Segurança das Nações Unidas.
Os exercícios ocorrem em um momento em que as relações entre as duas Coreias permanecem tensas. A Coreia do Norte endureceu sua postura em relação à Coreia do Sul, revisando sua Constituição este ano para remover referências à reunificação e definir seu território como fazendo fronteira com o Sul. Uma cláusula de defesa separada descreveu o Norte como um “Estado nuclear responsável” e especificou que o país dará continuidade ao desenvolvimento de armas nucleares.
