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Como o novo DRS influenciará o desempenho dos pneus em 2026?

O DRS (Sistema de Redução de Arrasto) está se despedindo do Campeonato Mundial de Fórmula 1. O Grande Prêmio de Abu Dhabi marcou o último uso desse sistema durante uma corrida, com o piloto Andrea Kimi Antonelli sendo o último a ativá-lo. No entanto, a mudança não implica que o conceito de DRS seja totalmente esquecido; pelo contrário, a Fórmula 1 está se adaptando e introduzindo novas tecnologias.

A partir de 1º de janeiro de 2026, os carros da F1 adotarão um novo sistema de aerodinâmica ativa. Esse novo projeto promete aumentar ainda mais a velocidade dos monopostos nas retas, afetando também a força aerodinâmica na parte dianteira dos veículos. Este novo modo será conhecido como “Modo de Linha Reta” (Straight Line Mode – SLM), embora o nome possa mudar nas próximas semanas para facilitar o entendimento do público.

O Modo de Linha Reta não apenas aumenta a velocidade, mas também gera impactos sobre os pneus, que a Pirelli, fabricante dos pneus da F1, está avaliando. Conforme explicado por Mario Isola, chefe da Pirelli Motorsport, o novo sistema tem um efeito semelhante ao DRS, mas de forma duplicada, o que torna o gerenciamento dos pneus mais complexo. Com menos carga vertical gerada nas retas, a pressão sobre os pneus aumenta devido à maior velocidade.

Isola destaca que, embora o DRS atuasse principalmente na carga dos pneus dianteiros, o novo sistema afetará tanto a parte dianteira quanto a traseira dos carros, o que requer uma atenção redobrada em relação à durabilidade e desempenho dos pneus.

Até o final de 2025, a Pirelli está trabalhando em testes com carros-mula, que são versões modificadas de monopostos, para simular as novas cargas que os pneus enfrentarão na temporada de 2026. A companhia está se preparando para realizar novos testes com os carros da próxima temporada, com o objetivo de entender as pressões mínimas que os pneus deverão suportar e como isso se correlaciona com a dinâmica das curvas.

De acordo com Isola, mesmo com o novo sistema, a carga e a força desenvolvida nas curvas ainda serão significativas. Ele ressalta que a homologação da nova construção dos pneus é crucial, pois permitirá que a Pirelli teste a compatibilidade dos pneus com os novos automóveis e adapte suas recomendações de pressão baseadas em uma série de fatores, como velocidade, curvatura e carga dinâmica.

O cenário que se aproxima representa um grande desafio para as equipes e para os pilotos, uma vez que as mudanças tecnológicas na Fórmula 1 buscam maior eficiência e velocidade nas pistas, enquanto se mantêm preocupações com a segurança e a performance dos veículos.

Sobre o autor: Beatriz Oliveira

Estudante de Engenharia Mecânica, redatora por hobby e vendedora na loja Pneus em Goiânia.

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