Fiscalização Revela Irregularidades em Supermercado
Uma fiscalização realizada no Supermercado Gauchão, localizado no bairro Rita Vieira, resultou no descarte de aproximadamente duas toneladas de carne. O acontecimento ocorreu em 14 de janeiro e expôs diversas irregularidades nas práticas de armazenamento e venda de produtos.
Durante a inspeção, os agentes encontraram carnes bovina e suína armazenadas de forma inadequada, em embalagens abertas e mal lacradas, colocando em risco a segurança alimentar. Além disso, muitos produtos não possuíam rótulos informando a data de produção, validade ou registro de inspeção. Também foram identificadas carnes congeladas fora das embalagens, o que contraria as normas de higiene.
A fiscalização constatou que o supermercado não tinha o Selo de Inspeção Municipal (SIM), necessário para a movimentação e comercialização de produtos de origem animal entre suas unidades. Um funcionário confirmou que a carne vendida na unidade do Rita Vieira era desossada na matriz, situada no bairro Itamaracá.
Dentre as outras irregularidades apontadas pela Vigilância Sanitária, estão:
- Carnes fracionadas sem o registro no SIM.
- Comércio de embutidos de uma unidade sem a devida autorização.
- Venda de produtos como salgados e cortes de frango fora das temperaturas recomendadas.
- Ofertas de sushi e similares sem as informações obrigatórias nos rótulos.
- Armazenamento inadequado de produtos congelados e cortes de carne sem rótulos apropriados.
A Secretaria-Executiva de Orientação e Defesa do Consumidor (Procon) também informou sobre a venda de linguiça a granel, sem embalagem e sem data de validade, além de outros produtos que deveriam estar congelados e que foram encontrados expostos no açougue.
O gerente comercial do supermercado, que foi contratado em setembro de 2025, disse que o responsável técnico pela supervisão do açougue, um médico-veterinário, aparecia no local apenas uma vez por mês. Ele também confirmou que a carne era trazida da matriz na Rua Padre Mussa, em Itamaracá.
Apesar das irregularidades encontradas, o açougue não foi interditado. Em contato com o Consórcio Intermunicipal de Desenvolvimento Sustentável de Mato Grosso do Sul, foi informado que a unidade do Rita Vieira havia tentado regularizar sua situação no sistema do SIM, mas não houve progresso após o primeiro acesso. A matriz, por sua vez, não possui registro.
O Consórcio destacou que a documentação para o registro dos estabelecimentos ainda está sendo organizada, e que o preenchimento na plataforma é responsabilidade do empresário ou do responsável técnico. Caso não haja movimentação no processo em até 60 dias, ele é finalizado, e um novo deve ser iniciado.
A fiscalização expõe a preocupação com a segurança alimentar e a necessidade de conformidade com as normas sanitárias no comércio de produtos de origem animal.
