O técnico Bernardinho, tratado como “dono” da seleção brasileira de vôlei, e a Confederação Brasileira de Vôlei (CBV) seguem juntos em uma trajetória que tem levado a equipe a um desempenho cada vez pior. A parceria entre o comandante e a entidade máxima do esporte no país é apontada como um dos motivos para a crise atual.
De acordo com análise publicada, a situação da seleção masculina se agravou nos últimos anos. A influência de Bernardinho dentro da CBV é vista como excessiva, o que teria contribuído para decisões questionáveis e para a falta de renovação no comando técnico. A relação próxima entre as partes é descrita como um caminho que leva ambas ao fundo do poço.
A crítica aponta que a falta de resultados expressivos é consequência direta dessa gestão. A seleção, que já foi referência mundial, amarga derrotas e apresenta um nível de jogo abaixo do esperado para o seu histórico. A continuidade de Bernardinho no cargo, apesar dos maus resultados, é vista como um sintoma do problema.
Enquanto isso, em meio às críticas, a equipe conseguiu uma vitória na Liga das Nações. O Brasil venceu o Canadá por 3 sets a 0, em partida realizada no dia 28 de junho. O resultado interrompeu uma sequência de derrotas na competição e trouxe um alívio momentâneo para o time.
A vitória sobre o Canadá, no entanto, não apaga as preocupações com o futuro da seleção. A reabilitação na Liga das Nações é vista como um passo positivo, mas ainda insuficiente para reverter o quadro de instabilidade que ronda o vôlei masculino brasileiro. A pressão sobre Bernardinho e a CBV continua, com a expectativa de que mudanças estruturais sejam necessárias para recuperar o prestígio perdido.
